Espera...
...
...
Longa espera...
...
Doída espera...
...
...
Minha espera...
Minha...
... esperança!!!
segunda-feira, 22 de maio de 2006
terça-feira, 16 de maio de 2006
Incômodo...

A felicidade alheia incomoda as pessoas...
Triste chegar a essa constatação...
Na verdade sempre soube disso, mas meu olhar “bom” sobre as pessoas me impedia de concretizar que essa vaga idéia podia ser verdade...
Cheguei a essa conclusão de uma forma um pouco dura... Mas já devia estar acostumada. Não é a primeira vez que me decepciono com as pessoas (lê-se “amigos”- aspas propositais!!!)
Se estou feliz ou triste, braba ou na paz, não consigo esconder. Minha personalidade (incômoda) me faz ser transparente... Meus segredos carrego no coração, mas meus sentimentos, estão estampados em meu rosto. E em minhas atitudes.
Mas...
Minha alegria incomoda!
Minha tristeza incomoda!
Minhas palavras incomodam...
EU incomodo!!!
Eu... eu... eu...
Acho que é essa a resposta!
Preciso parar de pensar minha vida sempre no NÓS, e pensar mais no EU.
Digo NÓS, pois tudo ao meu redor faz parte de mim, o que me impede de pensar no EU somente... agrego tudo e soluciono com um NÓS...
Minha vida é compartilhada...
Minhas alegrias e tristezas são compartilhadas...
MAS MINHA VIDA INCOMODA!!!
Que pena...
Pensarei em mim!
Falarei por mim!
Meus sentimentos ficarão guardados em mim, e só serão compartilhados quando enfim eu souber escolher meus amigos (os últimos – com raríssimas exceções – vieram com um item de série que não me agradou muito: O PUNHAL).
E aprenderei, enfim, a não deixar que meus sentimentos e alegrias incomodem a patética e sombria vida alheia...
Serei uma folhagem...
Uma folhagem não, uma rosa...
Linda...
E cheia de espinhos!
(MEUS! Só meus!!! E quem ousar toca-los, se machucará... Como eu me machuquei!)
Plantas também incomodam...
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Dias nublados...

Não gosto de dias nublados...
Gosto da chuva, pela sensação de “renovação” que me dá...
E gosto dos dias de sol, pela pura e simples presença do grande astro...
Mas os dias nublados, cinzentos... Esses me deixam com um aperto tão grande no coração que fico na esperança e expectativa de que o dia passe logo.
Pode ser apenas coincidência, mas os momentos mais difíceis pelos quais passei em minha vida aconteceram em dias assim: cinzentos.
Ontem estava nublado...
Acordei, abri a janela e senti aquele vento e o ar cinza vindo lá de fora... e um princípio (ou seria final, já?) de serração pairando no ar...
Antes que a angústia tomasse conta de mim, voltei correndo para baixo das cobertas, onde julgava que estaria mais “segura”, na esperança que aquela névoa passasse e um sol – mesmo que tímido – surgisse do meio daquela imensidão cinza.
Mal sabia eu que aquele era o prenúncio de mais um dia imensamente sombrio em minha vida...
Relutei o mais que pude pra sair de minha cama... Já ouvia lá embaixo as agitações típicas de domingo: conversas altas, barulho doas carros da corrida de Fórmula 1 na TV, o som das crianças rindo e correndo nas calçadas...
Então levantei!
Em dias nublados costumo ser totalmente anti-social (contrariando minha própria profissão... contrariando a mim mesma!!! Eu e minhas contradições....), e já previa que meu humor não seria dos melhores: muita gente em casa e a necessidade de ter de ser simpática quando não quero são coisas que não me agradam muito.
Até que um telefonema – um único e vazio telefonema – terminou com completar (e ao mesmo tempo amenizar) a angústia que estava em meu peito. Amenizar no sentido de enfim saber o motivo daquele dia nublado!
A música da Legião Urbana, banda que “acompanhou” nossa velha turminha nos bons e passados tempos de São Borja, surgiu em minha mente como um raio que corta a escuridão do céu...
“É tão estranho... Os bons morrem jovens...”
Imediatamente lembrei da conversa que tive com o Diego – a última – ainda essa semana, quando pedi que tomassem cuidado, pois eu estava fazendo auto-escola: “pelo amor de Deus, quando tu vier a São Borja me avise o carro que vai estar dirigindo, para eu passar bem longe de ti.... Tenho muito o que viver ainda...” . E terminou essas palavras rindo... como sempre fazia...
Realmente, amigo! Tinhas muito o que viver...
Tantos sonhos, tantos planos, uma carreira tão linda que ia se construindo pelos teus esforços, pela tua dedicação e empenho em crescer, em querer muito – e mais – para a tua vida!
Daquela nossa velha turminha, cada um trilhou um caminho... Em busca de nossos sonhos e ideais, fomos atrás do que queríamos de fato VIVER... e, com isso, a distância acabou por nos afastar – um afastamento físico apenas, pois sei que no íntimo de cada um de nós havia uma pequena chama, ainda acesa, que nos remetia ao passado e nos fazia dar um sorriso e deixar um suspiro sair, como se dissesse: “Que saudade!”.
Conseguimos nos reunir de novo. Pelo menos parte da turma. E acredito que, onde tu esteja, deve ter deixado a saudade tomar conta de ti, e abrir o teu lindo sorriso... e deixaste escapar um suspiro...
Estávamos todos ali, juntos novamente! Nos despedindo de ti...
Aquela chama de saudade que sempre esteve em meu coração agora ganhou uma intensidade diferente... uma saudade diferente... e doída! E a turma... a turma vai estar sempre ali – com uma luz a menos no nosso meio, mas certamente com alguém que irá interceder por nós nos momentos mais difíceis!
Assim me despeço de ti, amigo!
E, como não podia ser diferente, relembrando nossas noites de cantoria na sacada de minha casa em São Borja, onde invadíamos a madrugada cantando as músicas que enalteciam nossa branda rebeldia adolescente, minha despedida é em tom de Legião Urbana...
“É tão estranho...
Os bons morrem jovens!
Assim parece ser quando me lembro de você,
que acabou indo embora cedo demais...
Eu continuo aqui, com meu trabalho e meus amigos,
e me lembro de você em dias assim: um dia de chuva, um dia de sol...
E, o que sinto, não sei dizer...
Vai com os anjos...
Vai em PAZ!”
E que essa nuvem cinzenta que tomou conta de meu coração passe logo...
Que venha a chuva, em sua magnitude, lavar a dor que assola minha alma...
Para então, ressurgir o sol, e trazer a paz de espírito que preciso!
Mas hoje, novamente, o dia foi nublado...
Sinal de que esta ferida talvez demore um pouco pra cicatrizar...
quinta-feira, 4 de maio de 2006
quarta-feira, 3 de maio de 2006
MULHER...
"Sou louca...
Sou má...
Fera ferida e irracional se falar de mim...
Sou um ser humano insano, se não respeitar quem sou!
Tenho toda a beleza e a simplicidade se me amar assim...
Sou delicada se delicados são os gestos que me oferecem...
Sou culta, amável e elegante, se reconhecer minhas qualidades e meus defeitos de mulher...
Não visto riquezas para não confundir minhas ambições!
Sou ambiciosa sim, porque estou viva e sonho com realizações, aplausos e glórias pelas minhas vitórias!!!
Não ouso méritos que não tenho, pois temo não ser eu mesma...
e morrer bem antes daqueles que duvidam de mim...
Não, não ria, pois teu sorriso me provoca...
E vou te provar que posso ser mais que aparento...
E você sabe que sou capaz!!!
Mas isso só vai me tornar cada vez menos eu,
pois te agrido e te humilho com a minha vitória...
e isso não me diz nada!!!
Porque te vencer já não é vencer para mim...
Te superar não é me satisfazer...
Por isso,
me aceita assim...
Me olhe como eu sou, para que eu possa te olhar como és!
Sem desprezos nem desejos de te vencer e te provar que posso ser melhor.
Só quero ser mulher e exigir meu reconhecimento como tal!
Sou a metade desse mundo machista...
Sou bela...
Sou humana...
Sou flor...
Sou simplesmente MULHER!!!
Se me tratar assim, como eu sou!"
Não sei quem é o autor, mas gosto muito desse poema...
Sou má...
Fera ferida e irracional se falar de mim...
Sou um ser humano insano, se não respeitar quem sou!
Tenho toda a beleza e a simplicidade se me amar assim...
Sou delicada se delicados são os gestos que me oferecem...
Sou culta, amável e elegante, se reconhecer minhas qualidades e meus defeitos de mulher...
Não visto riquezas para não confundir minhas ambições!
Sou ambiciosa sim, porque estou viva e sonho com realizações, aplausos e glórias pelas minhas vitórias!!!
Não ouso méritos que não tenho, pois temo não ser eu mesma...
e morrer bem antes daqueles que duvidam de mim...
Não, não ria, pois teu sorriso me provoca...
E vou te provar que posso ser mais que aparento...
E você sabe que sou capaz!!!
Mas isso só vai me tornar cada vez menos eu,
pois te agrido e te humilho com a minha vitória...
e isso não me diz nada!!!
Porque te vencer já não é vencer para mim...
Te superar não é me satisfazer...
Por isso,
me aceita assim...
Me olhe como eu sou, para que eu possa te olhar como és!
Sem desprezos nem desejos de te vencer e te provar que posso ser melhor.
Só quero ser mulher e exigir meu reconhecimento como tal!
Sou a metade desse mundo machista...
Sou bela...
Sou humana...
Sou flor...
Sou simplesmente MULHER!!!
Se me tratar assim, como eu sou!"
Não sei quem é o autor, mas gosto muito desse poema...
segunda-feira, 1 de maio de 2006
PRINCÍPIOS...
Cada pessoa tem suas visões, suas "teorias" sobre FAMÍLIA, AMIZADE, AMOR... e são essas visões, infinitamente pessoais, apesar das influências externas, que regem os caminhos de cada um, que guiam cada passo a ser dado, de forma inconsciente...
Venho repensando alguns conceitos - MEUS - que, ao longo de minhas experiências foram se tornando tão parte de mim que acabaram por nortear minha vida, meus pensamentos (e ações). Princípios, claro, baseados inicialmente nas visões que trago de minha família, mas que se "aprimoraram" com minhas vivências...
Experiências as vezes não tão boas, mas certamente vividas com muita intensidade. TODAS.
Acho que esse pode ser um de meus grandes defeitos, ou uma grande virtude: vivo tudo com muita intensidade... Seja dor ou alegria, amor ou ódio, vida ou morte...
Talvez esse seja um bom começo para rever meu princípios: a intensidade com que vivo as coisas...
No momento, estou vivendo intensamente - e amando - escrever... Tornou-se objeto de meu desejo... e vem me trazendo algumas alegrias...
Por ora, vou contendo essa minha ânsia em escrever, e fico com a definição filosófica de princípio(sim, eu leio dicionários!!!)... "verdade fundamental sobre a qual se apoia o raciocínio"...
É essa verdade que busco!
A minha verdade... que sei que não se perdeu, mas está guardada em algum lugar dentro de mim...
E vou encontrá-la...
E vivê-la com extrema intensidade...
Realmente, acho que deixarei a intensidade com que vivo as coisas para ser repensanda por último - e se sobrar tempo!!!
Venho repensando alguns conceitos - MEUS - que, ao longo de minhas experiências foram se tornando tão parte de mim que acabaram por nortear minha vida, meus pensamentos (e ações). Princípios, claro, baseados inicialmente nas visões que trago de minha família, mas que se "aprimoraram" com minhas vivências...
Experiências as vezes não tão boas, mas certamente vividas com muita intensidade. TODAS.
Acho que esse pode ser um de meus grandes defeitos, ou uma grande virtude: vivo tudo com muita intensidade... Seja dor ou alegria, amor ou ódio, vida ou morte...
Talvez esse seja um bom começo para rever meu princípios: a intensidade com que vivo as coisas...
No momento, estou vivendo intensamente - e amando - escrever... Tornou-se objeto de meu desejo... e vem me trazendo algumas alegrias...
Por ora, vou contendo essa minha ânsia em escrever, e fico com a definição filosófica de princípio(sim, eu leio dicionários!!!)... "verdade fundamental sobre a qual se apoia o raciocínio"...
É essa verdade que busco!
A minha verdade... que sei que não se perdeu, mas está guardada em algum lugar dentro de mim...
E vou encontrá-la...
E vivê-la com extrema intensidade...
Realmente, acho que deixarei a intensidade com que vivo as coisas para ser repensanda por último - e se sobrar tempo!!!
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