segunda-feira, 10 de novembro de 2008

To chegando...

Meu monumento, estradas e trilhas
Minha saudade, este tempo que vai...
Este cerrito, estes montes me guardam
E ainda guardam se um dia eu voltar pra ti!

Santa Maria, me guarde esses montes
Que em suas fontes ao som de oração
Santa Maria da Boca do Monte
Pra ti meu canto acalanto e canção

Sol na Praça Presidente, quente é teu calor
Muita banda na varanda e na orelha um cobertor
Tanta vida diferente, tanta gente vem e vai
Incerteza de quem entra, mas saudade de quem sai

Tchau na estação quem ainda não deu
Não entendeu quem lá vai, quem já vem
Triste é sentir viração de saudade
Quando vai longe o apito do trem

Santa Maria, Maria da Graça,
Doce menina Maria Fumaça
Verde tão verde, tão cheia de si,
que da vontade de cantar pra ti

Sol na praça presidente, quente é teu calor
Muita banda na varanda, e na orelha um cobertor
Tanta vida diferente, tanta gente vem e vai
Incerteza de quem entra pra saudade de quem sai

(Beto Pires)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Quando eu era pequena, sonhava em ser médica...
Não porque eu gostasse (aliás, até hoje quase desmaio quando vejo sangue), mas porque eu queria ser motivo de orgulho para meus pais, e de exemplo para meus irmão mais novos!
Medicina!
Essa era minha escolha!
E estava tudo arquitetado ja na minha mente... Eu estudaria, passaria no vestibular, faria minha faculdade, uma especialização, e iria abrir um consultorio em algum lugar onde eu pudesse sentar e receber meus pacientes, todos os dias, escrevesse uns nomes estranhos em uma receita com uma letra horrorosa, e , no final do dia, iria pra casa, pra cuidar de minha vida.
E assim eu esperava sentir o orgulho de meus pais dizendo que tinham uma filha formada... e médica... E veria também o esforço de meus irmãos em um dia querer ser "igual à Mana"(não médica, mas feliz e bem sucedida profissionalmente)!
Essa escolha sempre partiu de mim... Nunca, em nenhuma hipótese, foi sugerida por minha família.
Era o que eu queria!!!
Era a minha forma de retribuir à maravilhosa família que tenho um pouco do que eles sempre me deram: em troca de todo o amor, educação exemplar e dedicação, eu daria a eles a honra de ter uma filha médica!
Com o tempo (sim, ele é sábio!!!) a gente percebe que não consegue viver a vida toda com mentiras...isso acontece no amor, nas amizades, e na profissão...
Eu não fiz medicina!
Meu pai sempre diz: Tenho dois Engenheiros e uma Bacharel!
Uma Bacharel em Comunicação Social...
E fala isso com uma emoção tão grande, com a boca tão cheia de orgulho que fico feliz por não ter sacrificado minha vida numa profissão que não era pra mim!!!
O orgulho de minha família é o mesmo...
Sou uma Bacharel!
Sou uma Relações Públicas...
Que enfrenta com todas as forças as dificuldades que essa profissão tem... que ainda tem ideais e esperanças de fazer com que o mundo seja diferente... que sai todo o dia pra trabalhar, rala o dia todo, e vai morrer pobre (são os ossos do ofício... não sou médica e nem engenheira..)
Mas que todas as noites agradece a Deus por ter fornecido o dom de ser uma profissional da comunicação social!!!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

"Ah, onde está o meu você?
Sei que ninguém vai perdoar,
Nem mesmo há o que perdoar...
É mesmo assim!
E desejei amanhecer em paz, em outros tempos atrás...
Pedindo a Deus que para amar não fosse tarde demais..."

quarta-feira, 18 de junho de 2008

De boas vindas...

Já virou padrão nesse blog minhas paradas...
Deixo de postar, mas nunca de escrever...
Assim como cantar, escrever é meu destino! E isso explica o porquê de eu ser a única não-engenheira da casa...
Amo as letras, as palavras...
Amo a forma como elas se encaixam, e fazem os pensamentos virarem ações...
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Estive mais um tempo afastada de meu blog, mas sempre que podia eu vinha espiá-lo!
E a saudade batia...
E hoje, a saudade veio forte... e a vontade de escrever nele veio mais forte ainda!
Talvez porque minha vida mudou muito nos últimos meses... Mas esse é um assunto para tratar em outra postagem!
Hoje quero falar da saudade...
Da saudade de minha terra... Da ânsia em deixar nossa "casa", sem saber do imenso vazio que sentiremos longe dela...
Mas com a certeza de que ela estará lá, ME esperando, para QUANDO EU VOLTAR!

"Estendi de novo o meu olhar de boas vindas
Até onde essa solidão dava horizonte
Larguei pro campo o meu gateado, lombo suado
Ando cismado, de alma distante, desde "antonte"
A voz do fogo falou de novo no meu galpão

Mimando a cambona pra um mate novo recém cevado
Recuerdos meus, desses antigos feito tapera
Tavam na espera cuidando um sonho ensimesmado
Vai pelo tempo o que a alma sente em dizer nada

Onde rumo e estrada nem sempre são o mesmo caminho
Tem tanta coisa que além dos olhos nos deixa triste
Que o sonho insiste em achar seu rumo mesmo sozinho
Quem sabe a alma desta fronteira vá mais além

Porteira aberta pra os rumos tantos que a vida mostra
A vida é assim, nos põe na cruz de uma encruzilhada
Pra escolher a estrada e buscar aquilo que mais se gosta
Um dia a sorte reponta todos os cavalos mansos

E um olhar de campo escolhe um bueno pra se encilhar
Porque a gente passa a vida inteira por ir embora
Depois não vê a hora e o quanto é tarde pra se voltar
E o mesmo olhar de boas vindas vai cuidar ao longe

Nos esperando pra um mate novo, noutra volteada
Depois que o sonho achar seu rumo por sua conta
E voltar na ponta, num pingo bueno pra contar a estrada "