quarta-feira, 18 de junho de 2008

De boas vindas...

Já virou padrão nesse blog minhas paradas...
Deixo de postar, mas nunca de escrever...
Assim como cantar, escrever é meu destino! E isso explica o porquê de eu ser a única não-engenheira da casa...
Amo as letras, as palavras...
Amo a forma como elas se encaixam, e fazem os pensamentos virarem ações...
.
.
.
Estive mais um tempo afastada de meu blog, mas sempre que podia eu vinha espiá-lo!
E a saudade batia...
E hoje, a saudade veio forte... e a vontade de escrever nele veio mais forte ainda!
Talvez porque minha vida mudou muito nos últimos meses... Mas esse é um assunto para tratar em outra postagem!
Hoje quero falar da saudade...
Da saudade de minha terra... Da ânsia em deixar nossa "casa", sem saber do imenso vazio que sentiremos longe dela...
Mas com a certeza de que ela estará lá, ME esperando, para QUANDO EU VOLTAR!

"Estendi de novo o meu olhar de boas vindas
Até onde essa solidão dava horizonte
Larguei pro campo o meu gateado, lombo suado
Ando cismado, de alma distante, desde "antonte"
A voz do fogo falou de novo no meu galpão

Mimando a cambona pra um mate novo recém cevado
Recuerdos meus, desses antigos feito tapera
Tavam na espera cuidando um sonho ensimesmado
Vai pelo tempo o que a alma sente em dizer nada

Onde rumo e estrada nem sempre são o mesmo caminho
Tem tanta coisa que além dos olhos nos deixa triste
Que o sonho insiste em achar seu rumo mesmo sozinho
Quem sabe a alma desta fronteira vá mais além

Porteira aberta pra os rumos tantos que a vida mostra
A vida é assim, nos põe na cruz de uma encruzilhada
Pra escolher a estrada e buscar aquilo que mais se gosta
Um dia a sorte reponta todos os cavalos mansos

E um olhar de campo escolhe um bueno pra se encilhar
Porque a gente passa a vida inteira por ir embora
Depois não vê a hora e o quanto é tarde pra se voltar
E o mesmo olhar de boas vindas vai cuidar ao longe

Nos esperando pra um mate novo, noutra volteada
Depois que o sonho achar seu rumo por sua conta
E voltar na ponta, num pingo bueno pra contar a estrada "

Um comentário:

Daiani Ferrari disse...

Oi sua sem vergonha... saudade de ti... como estás?
bjoooooooooooo, me manda teu endereço que te escrevo uma carta... sabes que sou de outros tempos... das cartas escritas a mão...
ahahahaahahahaha
bjãooooooooooo